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	<title>Instituto Hellen Vieira da Fonsceca</title>
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	<description>O Fio Invisível conectando Corações!</description>
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	<title>Instituto Hellen Vieira da Fonsceca</title>
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		<title>Como a pedagogia sistêmica mudou a minha relação com o meu pai</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 16:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências pessoais de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inicialmente, pensei em relatar minha experiência no trabalho, mas é muito mais coerente falar sobre como a pedagogia sistêmica mudou a minha vida pessoal. Inclusive, a minha procura pelo curso foi com o intuito de compreender e reelaborar a minha &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Inicialmente, pensei em relatar minha experiência no trabalho, mas é muito mais coerente falar sobre como a pedagogia sistêmica mudou a minha vida pessoal. Inclusive, a minha procura pelo curso foi com o intuito de compreender e reelaborar a minha relação com o meu pai, a partir do olhar sistêmico.</p>
<p>Foi com a pedagogia sistêmica que aprendi a ser grata pela vida que ele me deu, pelos exemplos de tudo que ele me ensinou a ser, por ter me mostrado o que eu não quero ser e a forma como ressignifiquei essas questões.</p>
<p>Se, antes do curso, eu tinha mágoa devido a comportamentos passados, no decorrer do curso, aprendi a aceitar meu pai exatamente como ele é, sem julgamentos e com amorosidade. Compreendi que ele é o pai certo para mim e sou grata por todas as experiências que ele me proporcionou e a tudo que vivemos juntos. Foi importante compreender meus erros também e retornar ao meu lugar de filha. Entendi que eu sou apenas a filha e que ele dá conta do destino dele.</p>
<p>Todos os esses entendimentos me trouxeram leveza e muito mais amor. Pude sair do movimento de pena de mim mesma, por achar que tinha um pai com defeitos que eu não podia tolerar ou aceitar, “virar a chave” e compreender que tenho o pai certo para mim e só assim pude compreender quantos ensinamentos ele me trouxe. Enxerguei meus erros, deixei os ressentimentos para trás e ressignifiquei nossa história. Parei de pensar “ah como eu queria um pai ‘normal’”. Eu não preciso de um pai ‘normal’, eu tenho o pai certo para mim. Fiz as pazes comigo mesma e com meu passado. Entendi que está tudo certo e concordei com as minhas ações. Com todo esses ensinamentos adquiridos pude seguir no meu lugar com leveza e amorosidade.</p>
<p>Acredito que meu pai foi quem me “levou” a esse curso que mudou completamente a minha compreensão de vida e que me levou a fazer uma pós-graduação em terapia familiar anos atrás e a tantos outros lugares. Percebi que é ele quem me movimenta na vida e como foi bom adquirir esse entendimento. Transformar toda mágoa e dor em gratidão e amor. E quanto amor! Enfim, entendi que é esse amor pelo meu pai que me move pela vida.</p>
<p>Sinto imensa gratidão pela oportunidade de ter tido acesso aos ensinamentos da pedagogia sistêmica no IHVF, por ter conhecido todas as colegas do curso e todo o lindo compartilhamento de experiências e vidas que realizamos em cada módulo. Sigo leve, com amorosidade e respirando a força do papai e da mamãe.</p>
<p style="text-align: right;">Larissa Leite Vaz de Guimarães Correa, Asa Sul, 2019.</p>
<p>Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação – IHVF 2018/2019</p>
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		<title>A força do papai e da Mamãe!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 15:42:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências sistêmicas escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Educação Sistêmica somente fez sentido para mim no momento em que pude unir a teoria à prática.  Sou professora de Educação Infantil e trabalho com crianças entre 3 e 5 anos, faixa etária que requer atenção, respeito e muito &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Educação Sistêmica somente fez sentido para mim no momento em que pude unir a teoria à prática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou professora de Educação Infantil e trabalho com crianças entre 3 e 5 anos, faixa etária que requer atenção, respeito e muito amor. Compartilhamos de seis horas do dia, brincando e aprendendo, porém, a saudade do papai e da mamãe é uma constante durante as tardes na escola. Nesses momentos, o apelo pelos pais vem sempre acompanhado de muito choro e saudade e é exatamente nessas situações que o recurso do coração e o fio invisível do amor (FONSECA, 2018) é utilizado e os resultados são sempre impactantes. Ao conectarem-se aos seus pais, manuseando os corações feitos de feltro, imediatamente o choro cessa, os batimentos cardíacos desaceleram e, no vai e vem de amor por meio do cordão, surge o sorriso, completando a conexão. Inicialmente, esse recurso era sempre oferecido. Com o passar do tempo, as crianças começaram a utilizá-lo de maneira espontânea, buscando os corações ao sentirem necessidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do fio invisível que conecta corações, as crianças também utilizam as fotos de suas famílias e os Bonecos de Força (FONSECA, 2018), que estão junto a suas mochilas e são acessados sempre que querem. Nas rodinhas de conversas, em que as crianças estão sentadas de acordo com a ordem de nascimento, o exercício de “Eu vejo você” (FRANKE-GRICKSCH 2005) reforça o sentimento de pertencer àquele lugar, deixando fluir com mais leveza e amor a rotina escolar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou imensamente grata por conhecer, praticar e participar dessa linda corrente de AMOR! A Pedagogia Sistêmica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Maristela Borges Ozio, Porto Alegre-RS, 2019.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bibliografia:</span></p>
<p>FRANKE-GRICKSCH<span style="font-weight: 400;">, Marianne. </span><b>Você é um de nós</b><span style="font-weight: 400;">. Patos de Minas, 2006.</span></p>
<p>FONSECA<span style="font-weight: 400;">, Hellen Vieira da. </span><b>As Aventuras da Professora Tina:</b><span style="font-weight: 400;"> Bonecos de Força. Brasília, Editar Editora e Artes, 2019.</span></p>
<p>FONSECA<span style="font-weight: 400;">, Hellen Vieira da. </span><b>As Aventuras da Professora Tina</b><span style="font-weight: 400;">: O coração e o fio invisível. Editora: Teia Sistêmica, 2021.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Descobertas, reencontos e sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 15:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências pessoais de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá, me chamo Maria de Fátima Barbosa, sou Pedagoga, com Formação em Dinâmica de Grupos e Relação Humana, Especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica, MBA Executivo em Gestão de Pessoas, Mestre em Ciências da Educação e, atualmente, Formanda em Pedagogia &#8230; </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com/descobertas-reencontos-e-sucesso/">Descobertas, reencontos e sucesso</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com">Instituto Hellen Vieira da Fonsceca</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Olá, me chamo Maria de Fátima Barbosa, sou Pedagoga, com Formação em Dinâmica de Grupos e Relação Humana, Especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica, MBA Executivo em Gestão de Pessoas, Mestre em Ciências da Educação e, atualmente, Formanda em Pedagogia Sistêmica. Moro em João Pessoa / PB. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhei anos como educadora Polivalente, compartilhando saberes com crianças (educandos) de zero a </span><span style="font-weight: 400;">cem</span><span style="font-weight: 400;"> anos, ou seja, do primeiro ao quinto ano e EJA. Nesse contexto educacional sempre experienciei a convivência de crianças com vínculos familiares rompidos. Então, para dar conta dessa demanda, eu também precisava ser cuidada: pois, assim</span> <span style="font-weight: 400;">como eles, eu também tinha minha história de vida. Daí a busca pelo autoconhecimento nas diversas abordagens da psicologia, o que fazia me sentir forte, capaz de ver e aceitar o outro com sua história. Nessa época eu nunca tinha nem ouvido falar em Pedagogia Sistêmica, nem muito menos em Bert Hellinger</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, eu já conseguia fazer a diferença no meu trabalho educacional enfatizando a EMPATIA, pois, já trazia na minha essência o olhar de amorosidade com meus educandos. Ao sair da sala de aula fui para área técnica na supervisão escolar junto aos educadores, durante quatorze anos. </span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Nesse período,</span> <span style="font-weight: 400;">o maior desafio era sensibilizar o educador que ainda não conseguia lidar, de forma amorosa, com os educandos que tinham dificuldades na aprendizagem &#8211; ou seja, havia uma sensação de impotência dos educadores em relação à situação. Como supervisora sempre estive ao lado do educador para dar apoio pedagógico e procurava fazer o possível para encontrar a melhor forma de ajudar as partes, tanto individualmente como no coletivo. Contudo, às vezes tinha uma sensação que faltava algo mais, para alcançar o objetivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Certo dia eu vi, em algum meio de comunicação, um informativo sobre o curso de Pedagogia Sistêmica que iria acontecer numa turma em Natal/RN, capital do estado vizinho a João Pessoa. Daí eu afirmei para mim: vou fazer esse curso. Busquei informação com a pessoa que estava organizando a turma – professora Janaína e, logo em seguida, passei a convidar várias colegas para fazer a formação. Na verdade, o campo vibracional sistêmico já estava formado positivamente para tudo acontecer. Confesso que não tenho como explicar por meio de palavras, porque tudo reverberava. Daí chegou o momento de receber o presente: eu estava pronta para apreender os novos conhecimentos que o universo me proporcionava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2019 tive a oportunidade de iniciar uma formação na Pedagogia Sistêmica, com a professora Hellen Vieira da Fonseca, numa turma com 18 participantes, em Natal/RN. Quero enfatizar que no primeiro dia de aula percebi que algo novo desabrochava em mim, pois várias janelas se abriram e naquele momento senti, na minha essência, que precisava olhar com carinho e amorosidade o que estava por trás dessas janelas. Mas cautelosamente seguimos na formação. Foram dois dias impactantes. Parecia que a cada movimento vivenciado algo novo renascia do inconsciente. Para minha surpresa descubro que o momento era de encontro com minha origem, com meus pais biológicos, toda minha ancestralidade materna e paterna, ou seja, minha criança renascia de forma consciente. Naquele momento eu tomava a vida de minha mãe Raimunda Ribeiro e meu pai Valfredo de Paiva Cavalcante, me sentia pertencente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Bert Hellinger, desde os primórdios da humanidade, há três princípios naturais importantes que devem ser levados em consideração, que são as leis: “pertencimento, equilíbrio e ordem”. O primeiro princípio &#8211; pertencimento: todos nós pertencemos, temos um lugar. Algumas faltas muitas vezes ficam na memória transgeracional, o que gera a infelicidade, um vazio existencial, isso está ligado a alguma exclusão sistêmica.  O segundo princípio é o do equilíbrio, da justiça, que está relacionado ao dar e receber</span><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> a pessoa bem agradecida, próspera, recebe muitas coisas da vida. A única coisa que só recebemos e não podemos dar na mesma proporção é a vida, que tomamos de nossos pais. O terceiro princípio é o da ordem, da obediência, reverência, respeito, disciplina: quando há violação de algum desses princípios gera dor e sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a partir desses conhecimentos na visão sistêmica, a minha vida tomou outro rumo para o mais. Reconhecer a própria origem na sua essência é o ponto de partida para o sucesso pessoal, espiritual, socioemocional e profissional. Enquanto profissional da educação eu estava encantada e impactada com tudo que estava vivenciando na formação, pois tinha certeza que minha prática pedagógica ganhava outro olhar, porque eu percebia que minha postura interna estava a despertar.  A educação sistêmica não se detém a novas metodologias ou novas técnicas pedagógicas. Ela é, por excelência</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> uma nova postura, trata-se de uma postura interna, uma forma de ver e se colocar na vida. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Tenho vivenciado todos os dias essa mudança de postura pessoal a qual se estende a minha prática profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É com muito prazer e emoção que relato uma experiência única, vivenciada no decorrer do ano de 2019, com educandos do 6º ano da escola Professora Lina Rodrigues do Nascimento, situada na comunidade quilombola do Gurugi/Ipiranga, município de Conde/PB, onde trabalhava como supervisora escolar. Havia um projeto de leitura fluente, na rede municipal, que tinha como objetivo desenvolver a fluência com todos os educandos do Fundamental I (1º aos 5º anos), todos do 6º ano, (fundamental II), que tinham dificuldades nessa área da leitura. Eu trabalhava com educandos do 6º aos 9º anos e, então, comecei o processo de leitura com todos os setenta e cinco educandos, das três turmas dos 6º anos. Foi um trabalho lindo, porque eu levei o olhar sistêmico (de acolhida, de inclusão dos pais no meu coração, aceitação, amorosidade), visto que a Pedagogia Sistêmica é um caminho de ressignificação e amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas frases sistêmicas apresentadas na Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação IHVF, com base nos ensinamentos de Bert Hellinger, que fizeram a diferença na acolhida, no processo do ensino aprendizagem junto aos educandos, partilho aqui a título de exemplo. </span><i><span style="font-weight: 400;">“EU VEJO VOCÊ”; “EU VEJO A FORÇA DE SEUS PAIS EM VOCÊ”; “EU INCLUO ESSA FORÇA NO MEU CORAÇÃO”; “VOCÊ FAZ PARTE DESSE ESPAÇO”; “AQUI VOCÊ TEM UM LUGAR” “EU OLHO PARA ONDE VOCÊ OLHA QUANDO NÃO FICA NO SEU LUGAR”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Além do mais, fiquei na postura de educadora, lembrando que cada um deles dava conta da sua leitura. O efeito foi impactante, o que se comprova no livro de FONSECA (2018). No segundo mês eles me pediam para tomar a leitura, sentiam prazer em ler, sem medo de errar, sem estresse e de forma prazerosa. No final do ano todos estavam lendo fluentemente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">VIEIRA (2019) enfatiza que tendo como base a inclusão, a Pedagogia Sistêmica torna-se uma aliada às metodologias de ensino; torna-se possível a partir de uma postura interna do professor – a postura aqui está relacionada ao como e onde colocamos nosso coração quando fazemos algo. Reafirmo que esse relato é apenas uma síntese em relação a outras experiências que tenho vivenciado no contexto educacional com educandos e educadores. Tem surtido efeito também no contexto familiar &#8211; algo inesperado tem acontecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, só tenho a agradecer à Pedagogia Sistêmica por ter me proporcionado esse conhecimento que vem trazendo para mim tantas descobertas e redescobertas, influenciando positivamente tanto a minha vida profissional quanto a pessoal. Minha gratidão a meus pais, que me deram a vida, a qual já estava programada, acredito. Gratidão aos meus pais adotivos que cuidaram e me encaminharam na vida. Gratidão ao meu primeiro professor que me ensinou as primeiras letras e primeiros números – meu pai adotivo &#8211; que amorosamente cantava as letras e números para que eu aprendesse com prazer. A cartilha de ABC e a Tabuada foram a minha base. Em nome dele reverencio todos os outros professores que fizeram e fazem parte desse processo de ensino aprendizagem em minha vida.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Maria de Fátima Barbosa, Natal-RN, 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bibliografia:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação com base nos ensinamentos de Bert Hellinger</span></p>
<p>FONSECA<b>,</b><span style="font-weight: 400;"> Hellen Vieira da. </span><b>As aventuras da professora Tina</b><span style="font-weight: 400;">-Bonecos de Força. Editora Editar e Artes Brasília, 2018.</span></p>
<p>VIEIRA<span style="font-weight: 400;">, Jean Lucy Toledo. </span><b>Introdução à Pedagogia Sistêmica</b><span style="font-weight: 400;">: uma postura para pais e educadores. Mato Grosso do Sul: Life Editora, 2018.                                                                                 </span></p>
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		<title>A minha história com a Pedagogia Sistêmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 15:21:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências pessoais de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minha história com a pedagogia sistêmica começa muito antes dos nossos encontros presenciais e de uma forma que demonstra que as coisas não acontecem por acaso, elas acontecem quando tem que acontecer. Era uma quinta-feira, fim de tarde, cheguei do &#8230; </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com/a-minha-historia-com-a-pedagogia-sistemica/">A minha história com a Pedagogia Sistêmica</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com">Instituto Hellen Vieira da Fonsceca</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Minha história com a pedagogia sistêmica começa muito antes dos nossos encontros presenciais e de uma forma que demonstra que as coisas não acontecem por acaso, elas acontecem quando tem que acontecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma quinta-feira, fim de tarde, cheguei do trabalho de ônibus e parei na casa da minha avó. Após pedir sua benção, disse que precisava ir até o caixa eletrônico de um banco da cidade. Quando estava chegando, avistei uma antiga professora de português, de ensino fundamental, acompanhada de seu esposo. Eram a Cinthia e o Thiago.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por educação e amizade de longa data, dei um grito a fim de cumprimentá-los e eles corresponderam. Depois de uma longa conversa, visto que não nos encontrávamos a um bom tempo, contei que estava lecionando na Universidade Metodista de Piracicaba- UNIMEP, no curso de direito, várias matérias, dentre elas, a disciplina de mediação e conciliação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse momento, a Cinthia perguntou se eu já havia ouvido dizer sobre Pedagogia Sistêmica e constelação familiar. Devido a minha resposta negativa, ela começou a me contar de um curso que ela estava fazendo em uma cidade próxima, sobre Pedagogia Sistêmica que, apesar de ser voltado para professores, também era muito procurado por juízes, promotores e advogados. Sua ânsia em falar e relatar o que ela já tinha vivenciado no curso e os efeitos que ele havia ocasionado em sua vida particular, colocou uma pulga atrás da minha orelha. Ela estava tão empolgada que ela me contou que estava trazendo o curso para a sua escola, a iniciar naquele fim de semana, com uma pessoa mais que especial, aquela que ela caracterizou como uma pessoa excepcional, espetacular e iluminada, Helen Vieira da Fonseca. Nesta oportunidade ela me convidou para fazer o curso e que seria uma ótima oportunidade para ampliar horizontes, principalmente pelo fato de que o curso dar-se-ia na escola em que tinha passado 8 anos da minha vida, da primeira a oitava série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase meia hora de conversa, despedimo-nos e quase fui embora sem utilizar o caixa eletrônico. Ao chegar em casa, contei para minha mãe sobre quem havia encontrado e sobre o que conversamos. Minha mãe, uma pessoa muito a frente do seu tempo e minha impulsionadora quando o assunto é especializações, não teve dúvida ao afirmar: Angelina, é uma chance! Aproveite e faça esse curso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No outro dia mesmo, enviei uma mensagem para a Cinthia para confirmar minha participação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir desse momento, eu, como sofro por antecipação, estava muito angustiada por não saber quem poderia encontrar, o que seria passado e que tipo de dinâmica seria passado, já que, apesar de ser muito extrovertida em alguns momentos, sou muito tímida e tenho muita dificuldade em trabalhar no coletivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro fim de semana do curso, deparei-me com quase 20 pessoas, entre elas, professoras, psicopedagogas, diretoras e coordenadoras de escola infantil. Na minha cabeça já veio a mensagem: o que você está fazendo aqui, Angelina?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim que as pessoas foram se apresentando, fui percebendo que cada uma que estava ali tinha um propósito, muitas delas, acreditem, sonharam e muito com essa oportunidade, isto é, com o curso e especialmente, com aquela professora, de forma que estavam se deslocando de outras cidades para ali estarem. A partir dessas histórias fui percebendo que minha mãe estava certa: era uma chance que estava tendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando chegou minha vez, contei toda a minha trajetória escolar e contei como ali tinha chegado, pela relatoria da história contada acima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bom, o curso começou. A professora se apresentou e mostrou como seria a dinâmica de nossos encontros e uma das frases que me chamou atenção era: não faça os exercícios com os alunos sem a intenção alguma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o primeiro fim de semana de curso terminou, fui para casa, meio irritada, confesso, porque eu ficava me perguntando: como eu vou aplicar o que era passado a alunos de graduação, que precisam cumprir ementa de disciplina e que só querem passar na OAB? Minha preocupação era aplicar o que havia aprendido no curso. Para mim, tudo que eu aprendo, preciso saber como aplicar e para que isso vai me servir e naquele momento eu não entendia como aquele curso iria me ajudar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">om, o tempo passou e o final do segundo semestre de 2019 da faculdade terminou. Era uma quarta-feira, aula de ética profissional, com a turma do décimo semestre, ou seja, última aula de uma turma que nunca mais iria encontrar em sala de graduação. No fim da aula, passei um vídeo que tinha como tema ‘Sucesso’, após a sua visualização, agradeci aos poucos alunos que ali estavam da oportunidade de ter aprendido com eles durante aquele semestre; desejei que fossem felizes no que dali pra frente escolhessem, mas fiz um pedido: pratiquem o respeito com o outro, independentemente do que fizessem, mais uma vez, fiz um apelo a humanização daqueles que lidam com pessoas, da importância de se tratar o outro como um igual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final da minha fala, um aluno que quase não frequentava às aulas pediu a palavra. Nesta oportunidade, ele disse: professora, eu sei que eu não frequentei muito as suas aulas, mais faltei do que vim, por questões diversas, mas eu queria agradecer pela sua disposição em sala de aula e mais do que isso, você foi a única professora que nos enxergou como iguais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste instante, minha mente parece que deu um ‘tilte’ e pensei: não acredito que o que a Hellen falou se concretizou. Meu mundo parou por uns 5 minutos. Eu me falava inconscientemente: eu consegui aplicar o que a Hellen ensinou, não acredito que eu consegui! Inconscientemente eu estava aplicando as leis do amor em sala de aula, isso mesmo, com pessoas mais velhas do que eu, em um ambiente de graduação e em um curso de direito, isso mesmo, eu tinha conseguido!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu coração se encheu de gratidão, amor e tudo o que de sensação boa existe neste mundo, pela minha história, pela minha família, pelas oportunidades, pelos meus alunos e pela Helen Vieira da Fonseca. A partir desse momento me dei conta: se o curso fizer sentido para mim, fará eco aos que estão em minha volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que eu aprendi com tudo isso que acabei de relatar?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; nada acontece por acaso;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; aproveite as oportunidade que a vida lhe oferece;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; tudo o que você faz, faça para e por você;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; faça tudo sem intenção;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; respeite a história e a família do outro;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; sempre diga, internamente: Eu vejo você; Aqui, você tem lugar; Eu respeito a sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada, DEUS</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada pai, mãe e Paulina, minha irmã</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada vó Carmela, vó Ivone, vô Paulo, vô Osório</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada Tereza, Angela, Juliane, minhas tias</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada Lais, Beatriz, Natalia, Rubens, Maitê, meus primos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada, Cinthia e Thiago</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obrigada, Helen Vieira da Fonseca</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem sou eu?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou Angelina Cortelazzi Bolzam, filha primogênita de Nivaldo José Bolzam e Paula Ivone Cortelazzi Bolzam; neta primogênita de Osório Luiz Bolzam e Carmem da Cruz Martim Bolzam, meus avós paternos e neta primogênita de Paulo Delfino Cortellazzi e Ivone Severino Cortelazzi; irmã de Paulina Cortelazzi Bolzam; sobrinha primeira de Angela Lídia Cortelazzi, Tereza Delfina Cortelazzi e Juliane de Fátima Cortelazzi e prima de Laís Cortelazzi Porta, Beatriz Cortelazzi Porta, Natalia Cortelazzi Roncato, Rubens Cortelazzi Roncato e Maitê Cortelazzi Defavari.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sábado de Aleluia</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Angelina Cortelazzi Bolzam, Rio das Pedras, 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação/IHVF</span></p>
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		<title>Bullying e os ensinamentos da Pedagogia Sistêmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 14:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências sistêmicas escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução O presente trabalho constitui-se no relato de experiência de atividades realizadas por uma orientadora educacional, baseadas nos conceitos da Pedagogia Sistêmica, em uma turma de 4º Ano do Ensino Fundamental, na Escola Classe 22 do Gama. As atividades realizadas &#8230; </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Introdução</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho constitui-se no relato de experiência de atividades realizadas por uma orientadora educacional, baseadas nos conceitos da Pedagogia Sistêmica, em uma turma de 4º Ano do Ensino Fundamental, na Escola Classe 22 do Gama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades realizadas tinham por objetivo diminuir as ocorrências de </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o desrespeito entre os estudantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A professora da turma procurou o Serviço de Orientação Educacional para pedir a realização de um trabalho na turma sobre respeito, pois percebia muitos xingamentos, apelidos desrespeitosos e pequenos conflitos entre os estudantes que causavam estresse e atrapalhavam a condução eficiente da aula.</span></p>
<h3><b>Contextualização e Caracterização da Unidade Escolar:</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Escola Classe XX do Gama possui um total de XXX estudantes matriculados, organizados em 28 turmas, as quais são divididas em Classe Especial, Educação Infantil e 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunidade escolar é muito participativa e é formada por alunos moradores da região do entorno sul do Distrito Federal e alunos que residem em todos os setores do Gama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudantes vivem em contextos diversos, muitos deles convivem com situações de violência física e estrutural. Sendo assim, a demanda do Serviço de Orientação Educacional desta Instituição de Ensino é grande e atende com frequência casos como: violência doméstica, </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, fome, abuso sexual, falta de acompanhamento familiar, negligência, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a instituição tem enfrentado mais dois grandes desafios que afetam diretamente a qualidade do atendimento prestado pela Equipe de Apoio: </span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">falta de estrutura e de locais adequados para realizar os encaminhamentos dos alunos que moram no entorno, pois, nessa região, o trabalho dos conselhos tutelares e da rede de saúde é bastante precário e praticamente não há locais para encaminhar crianças que necessitem de atendimento extraclasse (esportes, reforço, atendimento médico etc.);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"> ausência de psicólogo na Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem para realizar avaliação e atendimento aos estudantes com transtornos (TDAH, DPAC, Dislexia e outros). Além disso, o trabalho do Serviço de Orientação Educacional é integrado com o da Sala de Recursos e da Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem (pedagoga). </span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaca-se que uma das grandes queixas dos professores era de que a comunidade era muito participativa em eventos e atividades promovidos pela escola, contudo, faltava a participação efetiva durante as reuniões e demais convocações feitas pela escola. Cenário esse que tem melhorado, pois muitos dos pais que não podem comparecer nos dias das reuniões têm comparecido à escola em outros momentos por convocação do SOE, da SR ou da Direção. No entanto, ainda há certa dificuldade com alguns pais que residem no entorno e não conseguem acompanhar de maneira sistemática a vida escolar dos filhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ressalta-se que a Equipe de Apoio (Serviço de Orientação Educacional e Sala de Recursos) desta Instituição de Ensino tem tido boa avaliação por toda a comunidade escolar, que reconhece a importância e a necessidade do trabalho realizado.</span></p>
<p><b>Tema: </b><span style="font-weight: 400;">Eu tenho a força</span></p>
<h3><b>Materiais Utilizados:</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">livro: </span><b>Eu tenho a força: a separação não existe.</b><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Autora: Emanuelle Weyl da Cunha Amoury. Editora Viseu.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">livro:</span><b> As aventuras da Professora Tina e os Bonecos de Força.</b><span style="font-weight: 400;"> Autora: Hellen Vieira da Fonseca.Editar Editora e Artes.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">20 cópias do Anexo B – Bonecos de Força – p. 49 do livro As Aventuras da Professora Tina e os Bonecos de Força.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">20 copias do Anexo C – Desenho do Coração – p. 50 do livro As Aventuras da Professora Tina e os Bonecos de Força.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">lápis de escrever;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">lápis de cor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">papéis coloridos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">papéis brancos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cola;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fita crepe.</span></li>
</ul>
<h3><b>Descrição da Experiência:</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A atividade iniciou-se com muita agitação, pois organizamos as cadeiras, que estavam enfileiradas, em semicírculo. Após fazermos isso, cada estudante escolheu onde se sentar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, os estudantes foram questionados sobre como se sentiam naquele lugar. A maioria afirmou que gostou de onde estava sentada. Logo percebemos que se sentavam em “panelinhas”, meninos separados de meninas e alguns ficavam isolados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois, a orientadora entregou uma folha de papel em branco e pediu para que cada estudante colocasse a data do seu nascimento, para, depois, organizarem-se de acordo com a ordem de nascimento: do mais velho para o mais novo, em sentido horário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse momento, instaurou-se uma grande confusão. Foi necessário a intervenção e mediação para que conseguissem se alocar em seus novos lugares. Houve muita reclamação, pois amigos foram separados e meninos e meninas tiveram que ficar lado a lado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato interessante é que na turma há um casal de gêmeos (um menino e uma menina) e, como nasceram no mesmo dia, tivemos de verificar o horário de nascimento de cada um. É importante frisar que a menina não gostou de jeito nenhum de ficar ao lado do irmão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve reclamação generalizada quanto ao local onde cada um ficou. É sabido que a turma, pelo próprio comportamento, gosta de desafiar e não aceita regras. Foi difícil que aceitassem seus novos lugares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia seguinte, os estudantes acharam que voltariam para o mapeamento antigo. Então, sentaram-se em seus antigos lugares. Após a chegada da orientadora e da professora, foram organizados novamente de acordo com o novo mapeamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após realocarmos os estudantes de acordo com o novo mapeamento, fizemos o trabalho com os bonecos de força. Contamos a história “</span><b>Eu tenho a força: a separação não existe”</b><span style="font-weight: 400;"> e pedimos para que os estudantes fizessem um desenho da família. Foi um momento muito prazeroso. Não houve reclamações e todos fizeram a atividade com empenho. Apenas um estudante quis desenhar o padrasto e não o pai verdadeiro. Permitimos que ele fizesse o que lhe deixasse à vontade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da atividade de desenho, cada estudante se apresentou com os dizeres: Eu sou XXX, filho de XXX e XXX eu sou a misturinha perfeita do meu pai e da minha mãe e eu tenho a força dos meus pais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As frases que seriam completadas foram escritas no quadro para que eles não se esquecessem. Foi possível observar que os estudantes se divertiram muito apresentando seus pais uns para os outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após as apresentações, cada estudante colou seu cartaz com os bonecos de força na parede da sala de aula e foram orientados a respirar a força dos seus pais. Os bonecos de força continuaram em sala de aula durante quase dois meses, depois a professora da turma os retirou. </span></p>
<h3><b>Resultados e Considerações Finais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Consideramos positivos os resultados do trabalho. A professora da turma relatou mudança de comportamento na turma. Ela informou que os estudantes ficaram mais calmos e que melhoraram as relações interpessoais entre eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A postura da professora foi ótima, pois ela deu continuidade ao trabalho realizado e sempre buscava recurso nos bonecos de força quando os estudantes começavam com brincadeiras inadequadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, sempre que acontecia alguma desavença entre os estudantes na sala a professora pedia para cada estudante olhar nos olhos do outro e dizer: “eu vejo você, eu vejo você do jeito que você é”, aqui você tem um lugar, você faz parte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A professora relatou que parecia mágica. Logo após essa fala, os estudantes melhoravam o comportamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nota-se, portanto, que foram positivos os resultados obtidos com a realização das atividades baseadas nos recursos da Pedagogia Sistêmica. Acreditamos que o trabalho desenvolvido por professores em suas turmas desde o início do ano letivo pode gerar resultados ainda melhores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nosso desafio agora é desenvolver a formação sobre o tema com os professores e nosso sonho é que a escola tenha nos alicerces do Plano Pedagógico a Pedagogia Sistêmica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Ana Cláudia Costa Medeiros, Gama-DF, 2018.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bibliografia:</span></p>
<p>AMOURY<span style="font-weight: 400;">, Emanuelle Weyl da Cunha. </span><b>Eu tenho a força</b><span style="font-weight: 400;">: A separação não existe. Brasília, Editora Viseu, 2018.</span></p>
<p>FONSECA<span style="font-weight: 400;">, Hellen Vieira da. </span><b>As Aventuras da Professora Tina</b><span style="font-weight: 400;">-Bonecos de Força. Brasília, Editar: Editora e Artes, 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formação em </span><b>Pedagogia Sistêmica</b><span style="font-weight: 400;"> com a Educação com base nos ensinamentos de Bert Hellinger. IHVF</span></p>
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		<title>Trabalhando o “SIM”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 14:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências universitárias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que a professora Hellen me propôs trabalhar o “SIM”, neste tempo de pandemia que estamos vivendo, e a educação tem sido remota, coisas incríveis têm acontecido comigo. Palavras da professora Hellen, para mim: Quanto mais a gente mover o &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que a professora Hellen me propôs trabalhar o “SIM”, neste tempo de pandemia que estamos vivendo, e a educação tem sido remota, coisas incríveis têm acontecido comigo. Palavras da professora Hellen, para mim:</p>
<blockquote style="color: ##000000; font-size: 12px;"><p><strong>Quanto mais a gente mover o SIM, mas as possibilidades vão chegar. E aí, o que eu percebo? Algo se move para que a gente esteja ali conectado, sabe?! As coisas se movimentam, entre nesse sim interno, vai trabalhando o ‘sim’, vai deixando isso acontecer nas suas células, vai dizendo sim pra realidade que é o que você está vivendo aí&#8230; e espera, porque às vezes a resposta chega, né?! (FONSECA, 2020, comunicação oral).</strong></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">E as respostas foram mesmo chegando!!!! Entre as coisas mais marcantes que me aconteceram, vou relatar uma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Organizei uma mesa-redonda </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> intitulada “Letramento, gênero e raça na vida de mulheres negras”, evento este organizado por mim e realizado através do programa de pós-graduação da Letras-UFG, do qual faço parte como doutoranda.  A mesa-redonda foi uma atividade de lançamento do livro que publiquei em 2020: “Letramento, gênero e raça na (re)construção de identidades de mulheres negras”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas professoras e escritoras negras foram convidadas para compor esta mesa-redonda. Foi um sucesso e uma energia contagiante tomou conta desta prosa afro-brasileira, assim a chamei. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós três ficamos em um estúdio da Plataforma StreamYard, juntamente com as/o intérpretes da língua de sinais, Libras. E o evento era transmitido ao vivo pelo Youtube, as pessoas participando pelo chat online.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiz a abertura, falei da alegria que sentia, citei nominalmente todas as cidades, estados inscritos no evento e disse que, através da Ana Lúcia e Luanda (as únicas que eu podia ver) eu via também todas/os participantes que estavam com a gente naquela tarde. Eu disse que eu via e podia sentir cada uma e cada um e que todas/o faziam parte e tinham um lugar especial no evento.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois dos protocolos de abertura, convidei todo mundo para fazer um exercício comigo. E, então, fiz uma breve “meditação” e fui conduzindo todo mundo para trazer o pai e a mãe para estarem atrás deles/as: à direita o pai e à esquerda a mãe, sugeri que tomassem a força e o amor que vêm do pai e da mãe&#8230; E disse: Agora, nossa mesa-redonda triplicou, quadriplicou de gente. Nós e todos os papais e mamães participam conosco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi uma loucura o evento! Era tanta alegria, era tanta energia, era tanto amor que as pessoas permaneceram até o final, fazendo comentários lindos pelo chat e, mesmo sendo um evento acadêmico longo, 2h40min de duração, ao final </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">ainda tínhamos 60 pessoas participando online. Durante esse intervalo chegamos a mais de 100 pessoas, depois foi oscilando em entradas e saídas, ficando as 60 pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O vídeo que está gravado no Youtube já está com mais de 300 visualizações. As pessoas estão me mandando mensagem dizendo o quanto está mexendo com elas a mesa-redonda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os feedbacks das pessoas são os mais lindos e tocantes. As pessoas têm me dito que eu estava radiante rsrs Além de tudo isso, olha o que está atrás de mim, no cantinho que organizei para fazer as lives: a atividade dos bonecos que fizemos no curso.</span></p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone  wp-image-10474" src="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-Artigo-Trabalhando-o-Sim-300x170.png" alt="" width="408" height="231" srcset="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-Artigo-Trabalhando-o-Sim-300x170.png 300w, https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-Artigo-Trabalhando-o-Sim.png 446w" sizes="(max-width: 408px) 100vw, 408px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor reverberando desde então!!!! Lindo, lindo, lindo. Inexplicável. Tenho tanto orgulho desse resultado que não me importa que meu nome seja citado – Suety Líbia, de Goiânia -, caso você queria usar esse resultado como exemplo nas aulas. Estou muito feliz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah! Tenho recebido convites para falar em eventos nas instituições de ensino superior e escolas. Jackeline Ferreira, da nossa turma, me chamou para falar no dia 20 de novembro na escola dela. Falei também em um evento do Instituto Federal Goiânia Oeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que experimentei o “SIM”, concordei com a realidade da educação remota, do jeitinho que ela é, minha vida fluiu no espaço online, me sinto totalmente conectada com as pessoas, participando de eventos, cursos de formação, oficinas. Avancei ainda mais&#8230; Trabalho online também, desenvolvi meu primeiro círculo de mulheres, realizo oficinas de letramento, tudo isso com resultados muito especiais e profundamente transformadores na minha vida e na vida das pessoas! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gratidão Professora Hellen.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Suety Líbia Alves Borges, Goiânia, 22 de outubro de 2020.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação/IHVF/Goiânia.</span></p>
<blockquote style="color: ##000000; font-size: 12px;"><p><b style="font-size: 12px;">¹  T<span style="font-size: 12px;"><b>ranscrição </b></span>feita de </b><b style="font-size: 12px;"> um áudio de WhatsApp de um atendimento de acompanhamento da Formação em Pedagogia Sistêmica que faço com professora Hellen Vieira da Fonseca, do Instituto IHVF.</b></p></blockquote>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com/trabalhando-o-sim/">Trabalhando o “SIM”</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com">Instituto Hellen Vieira da Fonsceca</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Compartilhando vivências através da conexão do amor: uma experiência com a Pedagogia Sistêmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 14:01:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências sistêmicas escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo Relatar as experiências vivencias durante atividades de intervenção realizadas com jovens de uma instituição de ensino particular. Um estudo descritivo, relatos de experiência. As atividades foram desenvolvidas com alunos do Ensino Fundamental Anos Finais, do sexto ao nono ano, &#8230; </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Resumo</h3>
<p>Relatar as experiências vivencias durante atividades de intervenção realizadas com jovens de uma instituição de ensino particular. Um estudo descritivo, relatos de experiência. As atividades foram desenvolvidas com alunos do Ensino Fundamental Anos Finais, do sexto ao nono ano, em uma instituição de ensino particular localizada na cidade de Rio das Pedras/SP. Percebeu-se que ao apresentar a atividade proposta aos alunos em uma escola envolve vários processos e “descobre-se”: medos, inseguranças, dificuldades de aprendizagem, falta de relacionamento familiar, e quantos outros, tanto em relação aos pais, quanto aos professores e alunos. Adentrar-se às práticas da pedagogia sistêmica nos permite entender e conhecer um pouco mais quem somos nós e de onde viemos, é estudar, aprender e respirar o amor e a essências da nossa família.</p>
<h3>Introdução</h3>
<p>A pedagogia sistêmica é uma nova forma de olhar e explicar o processo educativo, que pressupõe que na aula interagem o professor, os alunos e a escola, todos com suas histórias específicas, suas origens, seus valores e suas normas.<br />
O que a Pedagogia Sistêmica tem mostrado com muita clareza é que, quando o sistema de ensino permite, reconhece e valoriza a presença invisível e permanente do sistema familiar da criança no dia a dia escolar, uma nova possibilidade de educação e desenvolvimento surge no aluno, com resultados poderosos e surpreendentes.<br />
Desta forma, foram mediadas as atividades com os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais, com uma proposta simples e clara que convidou e reconheceu o grande componente interno de cada um para o seu processo de desenvolvimento. Durante esse processo, foram explicas todas as atividades de maneira detalhada dando à eles exemplos “concretos”, ou seja, do(a) próprio(a) professor(a) que ministrou e realizou os tais exercícios, como: A professora explicou de maneira simples a figura do boneco de força, dando à eles exemplos de sua própria vivencia, explicando seus sentimentos ao realizar a atividade, bem como suas expectativas e reações. Uma outra atividade que fora proposta aos mesmos alunos, foi a atividade do fotograma, cuja mesma fora adaptada para a faixa etária dos alunos.</p>
<h3>Descrição</h3>
<p>Ordem da vida<br />
Inicialmente, fora aplicado a ordem da vida, onde todos os alunos foram colocados em seus devidos lugares, mostrando à eles que a ordem é necessária e precisa para uma boa convivência em grupo, principalmente em sala de aula. As suas carteiras foram disponibilizadas em sala de aula em forma de U colocando-os em ordem cronológica, a ordem da vida (do mais velho para o mais novo).<br />
Em um primeiro momento, os alunos acharam engraçado, alguns até começaram a se recusar a sentar-se dessa forma, mas ao verem os demais e perceber que ali estavam confortáveis, acabaram aceitando seus lugares, com certas restrições como: “levantando-se a todo momento, incomodando ao outro, etc.” Até então, perceberem que ali era o seu devido lugar, sem restrições, sem julgamentos, simplesmente cada um aceitando o seu lugar.</p>
<h3>Bonecos de força</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A atividade do livro As Aventuras da Professora Tina: Bonecos de Força (FONSECA, 2019) foi realizada com os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais do sexto ao nono ano. Primeiramente, a professora explicou aos alunos o que seriam os bonecos de força, mostrou-lhes suas representações dando a eles o exemplo de sua prática e vivência no curso de pedagogia sistêmica. Ao explicar a eles a intenção do boneco de forças, a professora mostrou os seus bonecos, a sua representação. Com isso, explicou-lhes o passo a passo da atividade. Durante o exercício, a professora fora dizendo palavras motivadoras, reflexivas e lhes pediu permissão para fotografá-los enquanto realizavam a atividade. Ao caminhar na sala enquanto os alunos realizavam o exercício, a professora notou que alguns de seus alunos não queriam representar seus pais, diziam que pelo fato de não terem contato ou simplesmente por não querer, outros nem motivos deram, apenas afirmaram que não queriam. Ao se deparar com isso, a professora insistiu e explicou-lhes que mesmo não tendo contato ou por não querermos representar os nossos pais, mesmo assim eles são nossos pais, com todas as suas características, defeitos, jeitos, manias e costumes e que assim de qualquer forma devemos respeitá-los. Mesmo com toda a insistência e explicação ainda assim, havia aquele que não queria representar. A professora deixou, e pediu para que ele(a) respirasse e deixasse sentir em seu coração o que lhe faria melhor. Ao final, o aluno cedeu e representou seu pai, como deveria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao término da atividade, a professora colocou uma música linda, calma e profunda. Ao ouvirem a música, a professora solicitou que todos ficassem em pé, respirassem o amor de seus pais e andassem pela sala apresentando-lhes aos seus amigos. Para o andamento da atividade a professora iniciou a segunda parte do exercício, perpassou aluno por aluno apresentando-lhes a sua família. Foi uma experiencia incrível, em que todos participaram de maneira tímida, mas respeitosa para com o outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abaixo, é possível observar um pouco da realização da atividade do boneco de força. </span></p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone wp-image-10256" src="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Capturar-300x290.png" alt="" width="469" height="453" srcset="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Capturar-300x290.png 300w, https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Capturar.png 576w" sizes="(max-width: 469px) 100vw, 469px" /></p>
<h3><strong>Fotograma e Genograma</strong></h3>
<p>A atividade do fotograma, fora realizada com os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais, do sexto ao nono ano. De maneira simplificada e “modificada” os alunos do sexto e sétimo ano realizaram a atividade utilizando diferentes recursos como: vídeos, slides e desenhos.</p>
<p>Em um primeiro momento fora explicado a eles o objetivo do fotograma e do genograma conforme explicado à professora em seu curso de pedagogia sistêmica:</p>
<blockquote style="color: ##000000; font-size: 12px;"><p><strong>O fotograma é um trabalho que, aliado ao genograma, possibilita fazer conexões do que aconteceu na história de uma família e obter uma imagem completa do sistema. Dessa maneira é possível colocar símbolos e informações relevantes, por exemplo, a imagem de um mapa com muitos detalhes que existem. O fotograma é considerado uma espécie de álbum de fotografias da família, no qual procuramos uma seleção precisa de acontecimentos significativos do nosso processo de vida ligado à nossa linhagem. Um olhar de partes que nos conecta a um outro tipo de registros relacionados às dinâmicas familiares” (VILAGINÉS, 2008)</strong></p></blockquote>
<p>Após a explicação fora solicitado aos alunos que os realizassem de forma dinâmica, onde poderiam utilizar variados recursos para as suas exposições. A mesma, fora explicada em forma de recado aos pais, que junto a seus filhos realizaram em família a atividade. E assim, de maneira “divertida”, inspiradora e familiar os alunos usaram e abusaram da criatividade elaborando a atividade.</p>
<p>Abaixo, anexo algumas fotos do genograma realizados por alguns alunos do sexto ano.</p>
<p>O fotograma, realizado pelos alunos do sétimo ano, foram realizados em forma de vídeos, portanto não há possibilidade de anexo.</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-10253" src="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Desenho-02-223x300.jpg" alt="" width="223" height="300" srcset="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Desenho-02-223x300.jpg 223w, https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Desenho-02.jpg 346w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /> <img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-10251" src="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Desenho-04-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" srcset="https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Desenho-04-226x300.jpg 226w, https://institutohvf.com/wp-content/uploads/2021/05/Desenho-04.jpg 352w" sizes="(max-width: 226px) 100vw, 226px" /></p>
<h3><strong>Conclusão</strong></h3>
<p>Com a realização de todas essas atividades, me fez pensar enquanto profissional o quanto conhecer, reconhecer e entender a nossa família é importante pois, nossa família é um sistema, um campo de energia no interior do qual, nós evoluímos e crescemos. Cada um, desde seu nascimento, vai ser uma parte deste todo. Afinal, somos uma junção de tudo, dos nossos pais e de seus ancestrais. Reconhecer e aceitar todas essas pessoas, com seus jeitos, costumes e maneiras de ser nos faz crescer e nos aceitar do jeito que somos. Além disso, nos mostra o quão diferentes somos, cada um com sua particularidade, as quais também nos foram concedidas. Aceitar as forças dos nossos pais e dos nossos ancestrais é nos aceitar e poder passar tudo isso e ver o entendimento deles ao realizarem todas essas atividades é muito gratificante, mais gratificante ainda é vê-los respeitando uns aos outros e também a seus pais. Isso não tem preço!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>FONSECA, Hellen Vieira da. As <strong>Aventuras da Professora Tina:</strong> Bonecos de Força. Brasília, Editar Editora e Artes, 2019.</p>
<p>VILAGINÉS, Mercé Traveset. <strong>La pedagogia sistêmica: fundamentos y prática.</strong> Barcelona: Editorial Graó, de IRIF, S.L 2008.</p>
<p>Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação – Instituto Hellen Vieira da Fonseca.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meu aluno com TEA-Transtorno do Espectro Autista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2021 20:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências sistêmicas escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Após me apresentar na escola, assumi uma turma inclusiva com 15 alunos, sendo dois deles diagnosticados com TEA-Transtorno do Espectro Autista. Na sala de aula há uma monitora para acompanhar os dois alunos com autismo. Certo dia, um deles começou &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Após me apresentar na escola, assumi uma turma inclusiva com 15 alunos, sendo dois deles diagnosticados com TEA-Transtorno do Espectro Autista. Na sala de aula há uma monitora para acompanhar os dois alunos com autismo. Certo dia, um deles começou a gritar, espernear e se jogar no chão e a monitora já não sabia mais o que fazer.<br />
Eu observei tudo. Segui em direção a ele, cheguei perto e o abracei. Em seguida, falei no ouvido dele: “Está tudo certo! Eu vejo você!” E nesse abraço eu respirei todo amor dos meus pais por mim e o amor dos pais dele por ele. E concordei com ele do jeitinho que ele é.<br />
Pronto! Foi o suficiente. Ele levantou-se do chão e sentou-se no lugar. E eu continuei a aula para todos.<br />
Vibrei de alegria!”</p>
<p style="text-align: right;">
Professora: Vanda Dorea</p>
<p>Talvez ao ler o relato você pergunte: Professora Hellen, só isso? Mas ele tem um diagnóstico de autista.<br />
E a resposta é sempre a mesma: sim! Uma simples e ao mesmo tempo profunda intervenção.<br />
É profunda no momento em que o professor concorda com o aluno e com o sistema familiar dele do jeito que é. É simples quando o professor consegue olhar para o aluno apenas como aluno. Não importa qual o diagnóstico nesse momento. O que importa é o aluno. Ele se sentir pertencente.<br />
Uma criança com ou sem diagnóstico quer se sentir pertencente ao grupo de alunos. Todos fazem parte dessa linha que forma o grupo em sala de aula. O aluno vê a professora no momento em que ela olha amorosamente para ele e inclui todo o sistema familiar, sem julgamento. Ela concorda com ele do jeito que ele é, sem saber nada de sua história. A criança sente um respeito absoluto pela professora e abre um espaço para aprender com ela.</p>
<p>“Nenhum aluno resiste ao olhar amoroso de um professor”.</p>
<p>Um olhar que chega no aluno cheio de concordância, humildade e neutralidade. Não tem preço receber o depoimento da professora Vanda que está experimentando a postura sistêmica. Alegria e leveza estavam vibrando na voz da professora ao fazer o relato. Foi emocionante escutá-la!<br />
Gratidão ao Bert Hellinger por nos apresentar as leis do amor. Leis naturais. Vida.<br />
Gratidão à professora Vanda Dorea por confiar na abordagem sistêmica e seguir.</p>
<p style="text-align: right;">
Hellen Vieira da Fonseca, 2018.</p>
<p>Formação em Pedagogia Sistêmica com a Educação/Brasília-DF</p>
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		<title>A postura de uma professora sistêmica modificando o contexto em sala de aula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2021 19:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências sistêmicas escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje meu plano de aula foi pura pedagogia sistêmica Este relato refere-se a uma experiência de aplicação da Pedagogia Sistêmica em uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do Distrito Federal. Iniciamos a aula com &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje meu plano de aula foi pura pedagogia sistêmica</p>
<p>Este relato refere-se a uma experiência de aplicação da Pedagogia Sistêmica em uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do Distrito Federal.</p>
<p>Iniciamos a aula com um exercício de imaginação de Marianne Franke: as crianças deitaram sobre a carteira e fecharam os olhos. Pedi a elas que se imaginassem em um jardim e fui falando coisas que tinham nesse jardim. Muitas se deliciavam a cada fala. Concluí com a frase: “embaixo de uma árvore tem um livro e vocês vão abrir o livro e começar a ler”. Criei esse final pensando em muitos alunos que falam que nunca vão conseguir aprender a ler e escrever. Não acreditam na capacidade de aprender a ler e escrever.</p>
<p>Depois entreguei a ficha do nome para a escrita do nome completo e alguns já começaram a falar que não precisavam de ficha, pois sabiam escrever. Com as fichas em mãos nós honramos mamães e papais a partir dos sobrenomes. Em seguida fomos até os corações, pregados na parede da sala, e eu fiz reverência a cada papai e a cada mamãe, concordando com eles do jeitinho que eles são. Eu disse aos alunos: Agora vamos nos sentar e continuar a nossa aula, papai e mamãe de cada um aqui confiam em mim como professora de vocês. Eu sou apenas a professora e agora eles estão aqui com vocês, juntinho de vocês, vendo vocês estudarem.</p>
<p>Os alunos sentaram-se em seus lugares repletos de alegria, era nítido em cada um, e fizeram as atividades em tempo hábil, até mesmo aqueles que começavam a atividade e não concluíam. As intervenções entre eles também chamaram atenção, pois alguns falavam: “Olha seu pai ou sua mãe vendo você se comportando mal”. Muitos apresentaram mudanças de comportamento em sala. Um dos alunos não sabia o nome do pai e nem foi encontrado em seu registro, mas só de lhe dizer que ele tinha um pai que lhe deu a vida e que o guardava no coração onde quer que estivesse, houve imediatamente melhora de seu rendimento escolar, ou seja, após os exercícios sistêmicos. Além disso, alunos que não aceitavam o seu lugar de ordem, passaram a aceitar e eu, apenas sendo a professora Franciene Soares Barbosa de Andrade, senti muito gratidão por tudo isso. Meu coração transborda de alegria.</p>
<p style="text-align: right;">Professora: Franciene S. B. de Andrade/Taguatinga-DF</p>
<p>Formação me Pedagogia Sistêmica com a Educação-IHVF/2017</p>
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		<title>O conhecimento da Pedagogia Sistêmica na formação de professores do ensino especial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hellen Vieira da Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2021 19:56:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Experiências sistêmicas escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minha atuação em cursos Há muitos anos venho trabalhando com cursos de formação para professores da Educação Especial e nestes cursos minha atuação sempre esteve voltada para teoria e prática envolvendo movimentos que pudessem trabalhar os profissionais em um âmbito &#8230; </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com/o-conhecimento-da-pedagogia-sistemica-na-formacao-de-professores-do-ensino-especial/">O conhecimento da Pedagogia Sistêmica na formação de professores do ensino especial</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://institutohvf.com">Instituto Hellen Vieira da Fonsceca</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Minha atuação em cursos</h3>
<p>Há muitos anos venho trabalhando com cursos de formação para professores da Educação Especial e nestes cursos minha atuação sempre esteve voltada para teoria e prática envolvendo movimentos que pudessem trabalhar os profissionais em um âmbito maior de reflexão. Mesmo com o pouco conhecimento relacionado ao trabalho sistêmico fenomenológico de Bert Hellinger, parece que esta postura vai tomando conta do nosso interior e nosso olhar sistêmico vai ficando cada vez mais intenso, passando a atuar com ela em todos os momentos. Humildemente vou relatar alguns momentos onde o olhar sistêmico foi fundamental para desenvolvimento do curso.</p>
<h3>Aula dos nomes</h3>
<p>Nesta aula falamos da importância do ensino do nome próprio para as crianças, desde a educação infantil. Sempre inicio fazendo uma dinâmica para que os professores relacionem a teoria com a prática. Recortei em papel colorido uma camisa, do lado direito com manga e do lado esquerdo sem manga, entreguei a todos os participantes. Acharam estranha a diferença na manga, mas disse a todos que tinha um objetivo. Pedi que escrevessem em letra de forma o nome deles na parte inferior da camisa, e desenhassem no meio da camisa eles próprios, em seguida falamos sobre a importância do nome e a história de cada nome, depois pedi que escrevessem no lado direito da camisa, com manga, o nome do papai (representando o masculino) e no lado esquerdo, sem manga, o nome da mamãe (representando o feminino). Logo depois pedi que fechassem os olhos e visualizassem o papai e a mamãe atrás deles. Alguns disseram que o pai já havia morrido e disse para visualizar assim mesmo, pois continuava sendo o pai. Depois falamos que a força dos filhos está nos pais, que só podemos estar hoje juntos aqui neste curso graças aos nossos pais que juntos nos deram a vida e também afirmamos que do jeito que eles são, exatamente assim, são os pais certos para nós. Fizemos a relação com os pais dos alunos e pedi que todos naquele momento olhassem para seus alunos. Quando olhamos para os alunos estamos também olhando para os pais dos alunos. Disse que devemos concordar com os pais dos nossos alunos do jeito que são. Claro que gerou alguma polêmica, e houve alguns que se colocaram resistentes, mas disse a todos que quando iniciei a aula olhei para todos com seus pais, concordando com cada um jeito que é, ou seja, concordando com a família de vocês do jeito que é.</p>
<blockquote style="color: ##000000; font-size: 12px;"><p><strong>Para Hellinger (2005), “Uma criança só pode estar bem consigo mesma quando toma seus pais. Toma, é o que eu disse. Isto é, que os tomo do jeito que são e os respeito do jeito que são, sem querer ou desejar algo diferente. Exatamente do jeito que são, eles são certos. Quem toma os pais dessa forma está em paz consigo mesmo, sente-se completo. Seus pais estão presentes dentro dele com toda a força. (p.137).” Em 2004, surge a associação de moradores de Embu Guaçu, buscando atender todas as demandas de moradia às famílias em faixa de vulnerabilidade social. Passando um tempo e com suas atividades paralisadas por falta de recursos e ainda de alguma forma levando assistência a população local.</strong></p></blockquote>
<p>Fizemos um mural com as camisas e ali ficou representado cada um de nós e nossa família. Depois prosseguimos com o conteúdo dos nomes próprios. Aquele momento produziu um efeito maravilhoso em cada um, bastava olhar no semblante das pessoas. A força dos nossos pais atuando conosco durante todo o curso e por toda nossa vida.</p>
<h3>Planejamento</h3>
<p>Uma das aulas foi dedicada ao planejamento. Como já vinha observando que muitos dos professores do curso tinham dificuldade ou resistência a planejar e outros não sabiam como fazer o planejamento e alguns até achavam desnecessário, atuei com um exercício que ajudaria na mudança de postura relacionada ao tema.</p>
<p>Quase no final das atividades fiz a proposta ao grupo para que fizéssemos um exercício.</p>
<p>– “Escolham um colega e fiquem em duplas. Agora vocês vão olhar para este colega e se concentrar”.</p>
<p>Muitos estavam sorrindo quando olhavam para o colega. Pedi que olhassem nos olhos do colega e escolhessem quem seria o professor.</p>
<p><strong>Alguns perguntaram:</strong> &#8211; “O outro será o aluno?”. Respondi que não estaríamos trabalhando com alunos naquele momento e que um seria o professor e o papel do outro eu só esclareceria ao final do exercício. Depois que escolheram pedi que deixassem o olhar do outro atuar e que não deveriam conversar, relaxassem as mãos e que eu iria falar algumas frases para que o professor repetisse.</p>
<p><strong>Para o professor:</strong> &#8211; “Eu não gosto de trabalhar com você”. “Eu tenho resistência em trabalhar com você”. “Você é desnecessário”. “Eu não sei e não quero trabalhar com você”. “Eu não concordo com você e nem com o que vem antes de você”.</p>
<p>Logo em seguida pedi para que prestassem atenção no que estavam sentindo no corpo e alguns disseram que estavam se sentindo mal com o que o professor disse, outros continuavam sorrindo e diziam não sentir nada, outros diziam estar tristes como se quisessem sair daquele lugar.</p>
<p>Disse então a todos que iríamos refazer as frases, que se concentrassem novamente, que eles observassem o corpo e se ao final das frases sentissem vontade de fazer algum movimento, poderiam fazê-lo.</p>
<p>Disse então para o professor repetir: &#8211; “Eu gosto de trabalhar com você”. “É gratificante trabalhar com você”. “Você é necessário, minha resistência acabou”. “Eu quero aprender a trabalhar com você”. “Eu concordo com você e com o que vem antes de você do jeito que é”.</p>
<p>Em seguida, orientei a eles que poderiam fazer o movimento que sentiam vontade: alguns puxaram o professor, outros se abraçaram, outros choraram. Em outros casos era o professor que puxava o outro representante e alguns continuaram sorrindo. Depois trocamos os papéis para que todos tivessem a oportunidade de ser o professor e o outro representante. Após o exercício, revelei a todos que o outro representante era o planejamento, e que eles tiveram a oportunidade de perceber onde estão as dificuldades. Disse a todos também que o planejamento estava ali, ele queria que os professores trabalhassem com ele, respeitando aquilo que se passou e concordando do jeito que as coisas eram, para que as mudanças pudessem acontecer. À frente do planejamento sempre haverá alguém. Sendo assim, que observassem se as dificuldades não estavam relacionadas a esta pessoa, (coordenador, aluno, colegas de trabalho, direção) e não ao planejamento em si.</p>
<h3>Alguns alunos do curso relataram o que sentiram:</h3>
<p>&#8211; “Quando o professor parou de falar fiquei emocionada e quis puxá-lo para mim”;</p>
<p>&#8211; “Quando eu terminei minha fala a vontade era de pegar o planejamento para fazer algo, parecia que ele me pedia isso, mas não sabia que o representante era o planejamento”.</p>
<p>– “Foi estranho, mas o meu olhar enquanto planejamento estava apaixonado pelo professor”.</p>
<p>&#8211; “Eu só queria rir e não consegui sentir nada”.</p>
<p>Estes relatos foram os que ficaram registrados. Pedi a todos que sentissem o que aconteceu com cada um, não precisavam mais relatar, mas que deveriam buscar perceber como lá no fundo aquela vivência poderia ajudá-los no trabalho&#8230;</p>
<p>Aquele momento foi muito importante para a continuidade do curso e para a atuação dos professores no próximo planejamento. Pude observar no decorrer do ano uma grande melhora em relação ao planejamento. Reconheço que os ensinamentos de Bert Hellinger nos abrem muitas oportunidades, quando estamos conectados a ele. Humildemente agradeço.</p>
<p style="text-align: right;">Hellen Vieira da Fonseca-Taguatinga-DF/2016</p>
<p style="text-align: left;">Referência Bibliográfica:</p>
<p style="text-align: left;">HELLINGER, Bert. <strong>A fonte não precisa perguntar pelo caminho.</strong> – Patos de Minas, MG: editora Atman, p.137, 2005.</p>
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